
Esta foi a minha última reportagem enquanto estagiária do Jornal Cidade VIVa e foi das que mais gostei de fazer!
"No mês em que o Museu Arqueológico de S. Miguel de Odrinhas comemora nove anos, o Cidade VIVA, foi saber como celebraram o dia e que projectos têm. Salas pequenas, salas amplas, um misto de peças históricas devidamente organizadas, transformam o Museu, num dos marcos deste concelho. Teresa Simões, subdirectora do Museu, explicou ao Cidade VIVA que “o aniversário foi celebrado duma forma muito simples”, com “entrada gratuita para os visitantes” e com “actividades que já estavam agendadas para o mês de Setembro”.
Perante todo o espólio de peças existentes, sentiu-se a necessidade de “acomodar as peças com condições”. Neste aspecto Teresa Simões afirma que “o museu, assim o é, no verdadeiro sentido da palavra, não uma sala de exposições”, visto ter todas as condições para proporcionar um maior e melhor conhecimento de tudo o que está exposto. “Tem biblioteca, laboratórios de recuperação, auditório” e, tudo isso cria condições para que a instituição mantenha o seu sucesso.
Este é um Museu diferente, confessa, além de “não ter legendas, e todas as visitas serem orientadas”, pretende-se, sobretudo “criar nas pessoas a necessidade de virem ao museu”. Tal situação deve-se, também, ao facto do mesmo não se encontrar “dentro das rotas habituais”, sendo necessário, então, criar condições para atrair público, pois “aquele que temos hoje, só vai aos museus porque acontecem coisas”.
Para a subdirectora, o objectivo é que os visitantes “levem várias mensagens, porque o museu fala de pessoas que viveram há dois mil anos atrás e não fala apenas de pedras”, considera. Além disso, todos os anos se mantém algumas actividades ou eventos dos quais Teresa Simões afirma fazerem “um balanço muito positivo”, como é o caso do Festival Internacional de Tema Clássico, tragédias e comédias greco-latinas, “destinadas ao público escolar secundário” e as Oficinas para crianças, “que estão quase sempre esgotadas”.
No passado dia 20 de Setembro decorreram ainda as “Noites no museu”, ideia que “surgiu nos museus de França” e que tanto Teresa como o director “adoptaram” pensando que “um dia poderiam fazer uma animação, uma visita guiada, à noite, com candeeiros de azeite e com figuras da romanidade”. Esta acabou por ser a primeira noite dos museus, a Ave Amici, realizada em 2006, que devido ao “sucesso estrondoso” que teve, se tem vindo a repetir e “reinventar”.
Este ano, pensou-se “fazer uma coisa diferente, uma noite renascentista, chamada Antiquitates Vestigandas”. Mas por “não haver recursos para pagar a uma equipa que realizasse este evento”, foi feito “um casting, entre os funcionários”, uma oportunidade “bem recebida por todos” e que resultou “num enorme sucesso”, considera."
Sara Lajas
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