
Num momento em que está a chegar o fim do mandato da actual direcção da PROBEM- Associação de Idosos de Agualva, o Cidade VIVA foi tentar saber junto do Presidente Luis Roberto que balanço faz dos últimos anos. Ainda que o mandato tenha sido, “de certa forma, positivo”, o dirigente confessa que “não vêem uma luz ao fundo do túnel” para a questão do alargamento do espaço da Associação para os terrenos que se encontram perto do mercado municipal.
Mesmo que seja assinado o contrato com a Câmara de Sintra a esse respeito, o Presidente da Associação afirma que “o melhor seria fazer umas obras no edifício actual, alargando-o”, sendo que posteriormente, caso se venha a confirmar e a realizar a cedência dos terrenos por parte da Câmara, só teriam que “mudar as mobílias”.
Entretanto teriam melhores condições para os idosos que frequentam a PROBEM e poderiam realizar as deslocações ao domicilio de quem precisa. “Há muitas pessoas a passar fome em Agualva e caso a PROBEM tivesse as condições necessárias poderia ser uma base de ajuda”,justifica Luís Roberto.
Actualmente, os idosos de Agualva que necessitam de um lar e de um verdadeiro Centro de Dia, estão no Centro de Dia do Cacém, a ARPIAC (Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Agualva Cacém), que “já está a rebentar pelas costuras”, afirma Luis Roberto. O alargamento da PROBEM viria aliviar esta associação e permitir que os idosos da Agualva estivessem na sua terra.
Sem certezas duma recandidatura, a actual direcção lamenta estar a entrar num “processo de falsas promessas”, diz o Presidente, visto prometerem uma série de novas obras que acabam por não realizar por falta de condições. Esta é uma situação que “causa alguma desmotivação em quem trabalha voluntariamente”, diz.
A Direcção afirma “nada terem contra a instituição que se encontra ao lado”, mas não entende “como pode estar ali um edifício vazio há três anos, quando há uma associação que precisa de espaço”. Caso o edifício ao lado fosse concedido à PROBEM, Luis Roberto defende que “não querem tudo para a PROBEM e nada para os outros” e que caso houvesse uma outra instituição a precisar da estrutura não teriam “qualquer tipo de problema em partilhá-lo”.
Sara Lajas
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